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Blog - Pereira Rocha

Miopia infantil: causas, sinais e cuidados

A miopia é um problema de visão em que a criança enxerga bem de perto, mas tem dificuldade para ver objetos distantes com nitidez. Na escola, isso pode aparecer quando o aluno não consegue ler o que está escrito no quadro, aproxima demais o rosto do caderno ou demonstra esforço frequente para acompanhar atividades visuais. A condição ocorre, em geral, quando o globo ocular apresenta formato mais alongado do que o esperado. Com isso, a imagem dos objetos distantes se forma antes de chegar à retina, o que provoca visão embaçada de longe. O problema pode surgir ainda na infância e tende a progredir durante o crescimento, especialmente quando não há acompanhamento adequado. A miopia tem relação com fatores genéticos e ambientais. Crianças com pais míopes têm maior chance de desenvolver o quadro. Ao mesmo tempo, hábitos cada vez mais comuns na infância, como longos períodos em ambientes fechados, uso intenso de telas e pouca exposição à luz natural, têm sido associados ao aumento de casos em crianças e adolescentes.   Por que a miopia tem aumentado A rotina infantil mudou de forma significativa nas últimas décadas. Muitas crianças passam mais tempo em atividades de visão próxima, como celular, tablet, computador, leitura, jogos eletrônicos e tarefas em ambientes internos. Esse padrão exige esforço visual contínuo para perto e reduz momentos em que os olhos alternam o foco para distâncias maiores. Ainda não há consenso de que as telas sejam a única causa da miopia, mas estudos apontam associação entre tempo excessivo diante de dispositivos eletrônicos e progressão do problema. Além do foco prolongado em curta distância, muitas dessas atividades ocorrem em locais fechados e com menor contato com luz natural. A exposição ao ar livre é considerada um fator de proteção importante. A luz natural, mesmo indireta, contribui para processos que ajudam a regular o crescimento do globo ocular. Atividades como brincar fora de casa, caminhar, praticar esportes e observar objetos a diferentes distâncias favorecem uma rotina visual mais equilibrada. “A criança nem sempre consegue explicar que está enxergando mal. Por isso, mudanças de comportamento, aproximação excessiva dos objetos e dificuldade para acompanhar atividades visuais devem ser observadas com cuidado”, afirma Juliana Figallo, coordenadora de educação infantil do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ).    Sinais que podem indicar dificuldade visual A miopia pode ser percebida em situações simples do dia a dia. A criança pode se aproximar muito da televisão, do caderno ou do celular, apertar os olhos para enxergar de longe, piscar com frequência, esfregar os olhos ou reclamar de dor de cabeça após atividades escolares. Na sala de aula, um sinal comum é a dificuldade para ler o quadro. O aluno também pode copiar errado, demorar mais para registrar informações, perder parte das explicações ou parecer desatento quando, na verdade, não está enxergando adequadamente. Em alguns casos, a criança fecha um dos olhos para tentar melhorar o foco ou evita atividades que exigem visão à distância. Esses sinais não confirmam o diagnóstico, mas indicam a necessidade de avaliação oftalmológica. A consulta é importante porque a criança pode se adaptar à visão embaçada e não perceber que enxerga de forma diferente. Quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de correção adequada e acompanhamento da evolução do grau.   Diagnóstico e acompanhamento O diagnóstico da miopia é feito por oftalmologista, por meio de exames específicos. A avaliação é simples e pode ser realizada desde a primeira infância, inclusive em crianças que ainda não conseguem descrever bem o que enxergam. Exames regulares ajudam a identificar alterações visuais antes que elas afetem de forma mais intensa a rotina escolar. O acompanhamento também permite verificar se o grau está estável ou se apresenta progressão. Em crianças e adolescentes, esse monitoramento é relevante porque a miopia pode avançar durante a fase de crescimento. O uso de óculos é a forma mais comum de correção. Eles não eliminam a miopia, mas permitem que a criança enxergue melhor e acompanhe as atividades com mais segurança. Em alguns casos, o oftalmologista pode indicar lentes de contato ou tratamentos específicos para tentar reduzir a velocidade de progressão do grau, como colírios em baixa dosagem ou lentes especiais. A escolha depende da idade, do grau, da evolução do quadro e da avaliação médica.   Escola e família na observação diária A escola pode contribuir ao perceber sinais de dificuldade visual e comunicar a família quando algo chama atenção. Professores estão em contato diário com os alunos e podem observar mudanças no rendimento, aproximação excessiva dos materiais, dificuldade para copiar do quadro ou queixas durante atividades de leitura e escrita. Medidas simples também ajudam no cotidiano escolar, como boa iluminação, posicionamento adequado da criança na sala e atenção ao tamanho das letras em materiais de uso pedagógico. Essas adaptações não substituem a consulta médica, mas podem reduzir dificuldades enquanto a avaliação é providenciada. “A observação da escola não tem função de diagnóstico, mas pode ajudar a família a buscar orientação especializada no momento certo. Muitas vezes, a dificuldade visual aparece primeiro no comportamento escolar”, explica Juliana Figallo. Em casa, os responsáveis devem acompanhar hábitos de tela, iluminação durante a leitura, queixas recorrentes e distância usada pela criança para assistir televisão, estudar ou usar dispositivos digitais. Também é importante evitar que sintomas sejam interpretados apenas como preguiça, desinteresse ou falta de atenção.   Cuidados que ajudam na prevenção A prevenção e o controle da miopia passam por rotina equilibrada. Reduzir períodos prolongados de tela, estimular pausas durante atividades de visão próxima, garantir boa iluminação para leitura e ampliar o tempo ao ar livre são medidas recomendadas por especialistas. Uma orientação bastante utilizada é a regra 20-20-20: a cada 20 minutos de uso de tela ou atividade de perto, a criança deve fazer uma pausa de 20 segundos e olhar para algo distante, a cerca de seis metros. A pausa ajuda a descansar os olhos e reduz o esforço visual contínuo. A miopia não desaparece sozinha depois de instalada, mas pode ser corrigida e acompanhada. O cuidado principal é identificar sinais cedo, realizar consultas regulares e manter hábitos que favoreçam a saúde ocular. Na infância, enxergar bem interfere na leitura, na escrita, na participação em sala e na segurança da criança em diferentes atividades do dia a dia. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://drauziovarella.uol.com.br/oftalmologia/cresce-o-numero-de-criancas-com-miopia/ e https://pequenoprincipe.org.br/noticia/diagnostico-precoce-da-miopia-favorece-saude-ocular/


18 de maio, 2026

Vestibular seriado: como funciona esse modelo

O vestibular seriado é uma forma de ingresso no Ensino Superior em que o estudante realiza provas ao longo dos três anos do Ensino Médio, em vez de concentrar toda a avaliação em um único exame no fim da etapa escolar. O modelo permite acompanhar o desempenho de forma gradual, com provas relacionadas aos conteúdos estudados em cada série. Também chamado por algumas instituições de Processo de Avaliação Seriada ou Processo Seletivo Seriado, o formato tem regras próprias em cada universidade. Em geral, o aluno faz uma prova ao final do 1º ano, outra ao término do 2º ano e a última no fim do 3º ano. A nota final costuma ser calculada a partir do desempenho nas três etapas. Esse tipo de seleção não elimina outras formas de ingresso, como Enem e vestibulares tradicionais. Ele funciona como uma possibilidade adicional para estudantes que desejam ampliar suas chances de acesso à universidade e organizar a preparação de forma mais contínua.   Como são organizadas as etapas No vestibular tradicional, o estudante costuma ser avaliado em uma prova única, com conteúdos de todo o Ensino Médio. No vestibular seriado, a avaliação é distribuída por ano escolar. Assim, a prova do 1º ano aborda conteúdos daquela série, a do 2º ano concentra temas do segundo ano e a etapa final verifica aprendizagens do 3º ano, conforme o edital de cada instituição. Essa divisão favorece uma rotina de estudo mais regular. Em vez de deixar a revisão de toda a base curricular para o último ano, o aluno precisa manter atenção constante ao que está aprendendo. A cada etapa, também passa a ter uma referência sobre seu desempenho, o que pode ajudar na identificação de dificuldades. Andressa Côrtes, diretora pedagógica do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ), observa que esse acompanhamento exige planejamento desde o início do Ensino Médio: “O estudante precisa compreender que cada ano conta para o resultado final, por isso a preparação deve fazer parte da rotina escolar e não aparecer apenas na véspera da prova”. A estrutura, no entanto, pode variar. Algumas universidades adotam pesos diferentes para cada etapa. Outras permitem que o aluno participe de fases específicas mesmo que tenha perdido uma prova anterior, enquanto há instituições que não oferecem essa possibilidade. Por isso, a leitura do edital é indispensável.   Escolha do curso ocorre no fim do processo Uma característica importante do vestibular seriado é que a escolha do curso superior geralmente ocorre apenas na terceira etapa, quando o estudante já está concluindo o Ensino Médio. Essa regra permite que o aluno tenha mais tempo para amadurecer a decisão sobre a carreira. Durante os três anos, o jovem pode conhecer melhor suas áreas de interesse, seu desempenho nas disciplinas e suas expectativas em relação à vida universitária. Essa observação é útil porque muitos estudantes iniciam o Ensino Médio sem clareza sobre o curso que desejam seguir. A escolha no último ano também evita que uma decisão feita muito cedo limite o processo. O aluno participa das etapas anteriores sem precisar definir imediatamente uma carreira. No momento da inscrição final, deve observar as regras da universidade, as vagas disponíveis, os pesos das provas e os critérios de classificação. Algumas instituições destinam parte das vagas especificamente ao processo seriado. Em certos casos, o candidato também pode concorrer por outros sistemas de seleção, dependendo das normas de cada universidade. A possibilidade de usar mais de uma forma de ingresso amplia as alternativas, mas exige organização para acompanhar prazos, inscrições e exigências.   Preparação precisa ser contínua O vestibular seriado pode reduzir a pressão de uma prova única, mas não deve ser tratado como um processo menos exigente. A diferença principal está na distribuição das avaliações. O estudante precisa manter regularidade nos estudos e acompanhar os conteúdos ano a ano. Essa preparação envolve atenção às aulas, revisão frequente, resolução de exercícios, leitura dos editais e análise das provas anteriores da instituição escolhida. Como cada etapa avalia conteúdos específicos, o aluno consegue estudar com foco maior, mas também precisa evitar lacunas que possam prejudicar o desempenho. A escola e a família podem contribuir ao ajudar o estudante a organizar uma rotina viável. O planejamento deve considerar períodos de estudo, descanso, atividades escolares, simulados e momentos de revisão. A preparação excessiva, sem pausas adequadas, pode aumentar a ansiedade e comprometer o rendimento. “O processo seriado ajuda o aluno a perceber que o desempenho acadêmico é construído ao longo do tempo, com acompanhamento, revisão e correção de dificuldades”, avalia Andressa Côrtes. Esse acompanhamento é especialmente importante quando o estudante apresenta queda de rendimento, dificuldade em determinadas disciplinas ou insegurança em relação às provas. Nesses casos, a intervenção precoce permite ajustar estratégias antes das etapas seguintes.   Família deve acompanhar prazos e expectativas O apoio familiar no vestibular seriado passa por informação e equilíbrio. Pais e responsáveis precisam compreender como o processo funciona, quais universidades adotam o modelo, quando ocorrem as inscrições e quais documentos são exigidos. Como o exame acompanha todo o Ensino Médio, perder prazos pode comprometer a participação do estudante. Também é importante evitar pressão desproporcional. Embora cada etapa tenha peso no resultado final, o aluno ainda está em formação. Cobranças excessivas podem gerar ansiedade, principalmente quando o estudante interpreta uma prova como definição antecipada de seu futuro. A postura mais produtiva é acompanhar o processo com regularidade, conversar sobre dificuldades, incentivar a organização e manter diálogo com a escola. Quando a família entende que o vestibular seriado é uma trajetória de três anos, tende a contribuir melhor para a rotina do estudante. Esse apoio também inclui conversas sobre escolha profissional. O aluno pode mudar de interesse ao longo do Ensino Médio, e isso faz parte do amadurecimento. O importante é que tenha acesso a informações sobre cursos, áreas de atuação, formas de ingresso e exigências acadêmicas.   Modelo amplia possibilidades de ingresso O vestibular seriado tem sido adotado por diferentes universidades brasileiras como alternativa ou complemento aos processos seletivos tradicionais. A proposta valoriza a constância nos estudos e pode favorecer estudantes que apresentam bom acompanhamento escolar ao longo do Ensino Médio. Para alunos da rede pública e privada, o modelo pode representar uma oportunidade adicional, especialmente quando a universidade reserva vagas específicas para essa modalidade. As regras de cotas, ações afirmativas, pesos e critérios de classificação dependem de cada instituição e devem ser verificadas nos documentos oficiais. O crescimento desse formato também exige atenção das escolas. Orientar estudantes sobre prazos, etapas, conteúdos e estratégias de preparação ajuda a transformar o processo em parte do planejamento do Ensino Médio. Na prática, o vestibular seriado funciona melhor quando aluno, família e escola acompanham o calendário desde o 1º ano, revisam resultados a cada etapa e ajustam a preparação conforme as dificuldades aparecem. A regularidade é um dos pontos centrais desse modelo de seleção. Para saber mais sobre vestibular seriado, visite https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/ensino-superior/2023/12/6664044-ufmg-avanca-para-vestibular-seriado-ao-estilo-do-pas-entenda.html#google_vignette e https://vestibular.mundoeducacao.uol.com.br/dicas/vestibular-seriado-saiba-mais.htm  


13 de maio, 2026

Teste vocacional: apoio prático para escolher a profissão

O teste vocacional pode ajudar na escolha da profissão ao organizar informações sobre interesses, habilidades, valores e perfil de comportamento do estudante. Em uma fase marcada por dúvidas sobre futuro, cursos e mercado de trabalho, esse recurso contribui para tornar a decisão mais informada e menos baseada em pressão, comparação com colegas ou impressões superficiais sobre determinadas carreiras. Na adolescência, é comum que a escolha profissional pareça mais definitiva do que realmente é. Muitos jovens sentem que precisam encontrar rapidamente uma resposta exata, quando o mais adequado é entender a decisão como um processo. Nesse contexto, o teste vocacional funciona como uma ferramenta de apoio para o autoconhecimento e para a ampliação de repertório sobre áreas de atuação.   O que o teste vocacional avalia Em geral, o teste vocacional reúne perguntas e atividades que ajudam a identificar padrões de interesse e características pessoais. Dependendo do modelo, ele pode analisar preferências por determinadas tarefas, facilidade para lidar com certos tipos de problema, forma de interação com outras pessoas e ambientes de trabalho com os quais o estudante tende a se adaptar melhor. Esse tipo de avaliação ajuda a perceber afinidades que nem sempre ficam claras no dia a dia. Um jovem pode, por exemplo, demonstrar inclinação para comunicação, análise de dados, organização, cuidado com pessoas ou resolução de problemas práticos sem relacionar isso imediatamente a campos profissionais específicos. O teste contribui justamente para aproximar essas características de possibilidades concretas de carreira. Andressa Côrtes, diretora pedagógica do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ), explica que o teste vocacional pode ajudar a transformar dúvidas difusas em pontos mais objetivos de observação: “Muitas vezes, o estudante sente incerteza, mas ainda não consegue nomear o que gosta, no que tem mais facilidade ou que tipo de rotina imagina para si. O teste ajuda a organizar essa percepção”.   Diferença entre interesse, habilidade e perfil Um dos benefícios do teste vocacional está em separar fatores que costumam aparecer misturados. Interesse é o que desperta curiosidade e vontade de aprender. Habilidade está ligada ao que o estudante consegue desenvolver com competência. Já o perfil comportamental ajuda a entender como ele costuma reagir a desafios, trabalhar em grupo, lidar com rotina e tomar decisões. Essa distinção é importante porque gostar de uma disciplina não significa, por si só, que aquela área se transformará em profissão. Da mesma forma, ter facilidade em um conteúdo escolar não obriga o adolescente a seguir aquele caminho. O teste vocacional ajuda a cruzar esses elementos e a perceber se eles apontam para direções compatíveis entre si.   Esse processo também reduz escolhas apressadas. Em vez de decidir apenas pela matéria favorita, pelo prestígio de uma carreira ou pela influência da família, o estudante passa a observar um conjunto mais amplo de informações sobre si mesmo e sobre o tipo de atividade profissional que pode fazer sentido em sua trajetória.   Quando o resultado deve ser usado com cuidado Embora seja útil, o teste vocacional não entrega uma resposta automática nem define o futuro de ninguém. O resultado precisa ser interpretado como indicativo, e não como sentença. Ele mostra áreas de maior afinidade e oferece pistas importantes, mas a decisão final depende de outros fatores, como conhecimento sobre cursos, condições de formação, projeto de vida e contato com a realidade das profissões.   Também é preciso considerar a qualidade do teste. Questionários rápidos disponíveis na internet podem servir como ponto de partida, mas costumam oferecer uma visão mais genérica. Já processos conduzidos por psicólogos ou profissionais especializados tendem a trazer uma leitura mais detalhada, com possibilidade de aprofundamento e interpretação técnica.   Andressa Côrtes destaca que o uso mais produtivo do teste ocorre quando ele faz parte de uma reflexão mais ampla. “O resultado ganha mais valor quando o estudante conversa sobre ele, pesquisa áreas relacionadas e confronta aquelas informações com sua rotina, suas dúvidas e seus planos”, observa.   Teste vocacional não substitui orientação profissional Outro ponto importante é diferenciar teste vocacional de orientação profissional. O teste é uma ferramenta específica, aplicada para levantar indicadores sobre interesses, habilidades e perfil. Já a orientação profissional costuma ser um processo mais amplo, que inclui conversa, análise de contexto, pesquisa sobre cursos e reflexão sobre escolhas. Na prática os dois recursos podem se complementar. O teste ajuda a levantar hipóteses e a organizar percepções. A orientação profissional aprofunda esse material, relacionando o perfil do estudante com as exigências de formação, as características do mercado e as dúvidas que surgem ao longo do processo de escolha. Esse cuidado é especialmente importante porque muitos adolescentes enfrentam ansiedade diante da necessidade de decidir. Quando o tema é tratado de forma muito dramática, o risco é o jovem escolher apenas para encerrar o desconforto. O teste vocacional pode reduzir essa pressão ao mostrar que a decisão pode ser construída com base em informações, e não apenas em medo de errar.   Como família e escola podem ajudar Família e escola têm papel relevante no uso dessa ferramenta. O apoio mais útil não está em cobrar uma definição imediata, mas em ajudar o estudante a interpretar o resultado com equilíbrio. Isso inclui conversar sobre interesses reais, observar comportamentos no cotidiano, estimular pesquisa sobre profissões e evitar comentários que reduzam a escolha a status ou retorno financeiro. No ambiente escolar, o teste vocacional pode ser mais proveitoso quando se articula com experiências de aprendizagem, debates sobre projeto de vida e ampliação de repertório sobre áreas de atuação. Quanto mais o adolescente conhece diferentes possibilidades e entende melhor seu modo de aprender e trabalhar, maiores as chances de fazer uma escolha consistente. No cotidiano, o teste vocacional tende a funcionar melhor como ponto de partida. Ele ajuda a levantar hipóteses, identificar afinidades e organizar dúvidas. A partir disso, o estudante pode observar sua rotina com mais atenção, pesquisar cursos e profissões e construir uma decisão com base em informações concretas e em maior clareza sobre o próprio perfil. Para saber mais sobre teste vocacional, visite https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/entenda-a-importancia-do-teste-vocacional-com-psicologo e https://solides.com.br/blog/teste-vocacional/  


20 de abril, 2026

Celular na escola e impacto no aprendizado

O celular passou a ocupar um espaço importante na rotina de crianças e adolescentes, inclusive no ambiente escolar. Quando usado sem controle durante aulas, intervalos e atividades pedagógicas, o aparelho pode prejudicar a concentração, reduzir a participação dos alunos e interferir na convivência entre colegas. A discussão ganhou força com a Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais por estudantes da educação básica. A norma vale para escolas públicas e privadas e prevê exceções para uso pedagógico orientado, acessibilidade, saúde e situações de emergência. O objetivo da medida é reduzir distrações e favorecer um ambiente mais adequado ao aprendizado. Isso não significa tratar a tecnologia como inimiga da educação, mas definir quando, como e com qual finalidade ela deve ser utilizada dentro da escola.   Atenção e rendimento em sala de aula O uso frequente do celular afeta uma das condições centrais para a aprendizagem: a atenção. Mensagens, notificações, vídeos curtos, jogos e redes sociais competem diretamente com a explicação do professor, a leitura, a resolução de exercícios e a participação em discussões. Mesmo quando o aluno não acessa o aparelho, a expectativa de receber uma mensagem ou verificar uma atualização pode gerar dispersão. A concentração passa a ser interrompida várias vezes, e o estudante tem mais dificuldade para acompanhar uma sequência de raciocínio, concluir uma tarefa ou registrar informações importantes. “Quando o aparelho deixa de disputar a atenção do aluno durante a aula, o professor consegue conduzir melhor as atividades e o estudante tem mais condições de acompanhar o conteúdo”, afirma Andressa Côrtes, diretora pedagógica do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ). Ela observa ainda que a restrição ao celular precisa ser compreendida como uma medida de organização da rotina escolar.  A queda no rendimento nem sempre aparece de forma imediata. Em muitos casos, ela surge aos poucos, com tarefas incompletas, menor participação, dificuldade de memorização e perda de interesse por atividades que exigem leitura, escrita ou resolução de problemas.   Convivência e comportamento no intervalo A presença do celular também interfere nos momentos de convivência. Durante recreios e intervalos, o uso constante do aparelho pode reduzir conversas, brincadeiras, atividades coletivas e interações espontâneas. Esses momentos são importantes para o desenvolvimento de habilidades sociais, como escuta, negociação, cooperação e resolução de conflitos. Sem o celular como principal ocupação, a escola pode observar maior circulação dos alunos pelos espaços comuns e mais contato entre colegas. A mudança, porém, exige adaptação. Alguns estudantes podem sentir desconforto no início, especialmente quando estão acostumados a preencher qualquer pausa com o aparelho. Esse processo precisa ser acompanhado por adultos. A restrição funciona melhor quando vem acompanhada de orientação clara, regras conhecidas e alternativas de convivência. A escola deve explicar os motivos da norma e mostrar que o intervalo também faz parte da formação dos alunos.   Uso pedagógico deve ter finalidade clara A restrição não elimina a possibilidade de uso pedagógico da tecnologia. Em determinadas situações, o celular pode ser usado para pesquisas orientadas, registros de atividades, produção de vídeos, leitura de códigos, acesso a plataformas educacionais e outras propostas planejadas pelo professor. A diferença está na finalidade. Quando o uso é orientado, tem duração definida e está ligado ao conteúdo, o aparelho pode funcionar como recurso didático. Quando fica disponível o tempo todo, sem objetivo claro, tende a se transformar em fonte de distração. “O ponto principal é a intencionalidade. A tecnologia pode contribuir para a aprendizagem quando há planejamento, supervisão e relação direta com a atividade proposta”, avalia Andressa Côrtes. Essa distinção ajuda a evitar dois extremos: liberar o uso sem critérios ou proibir qualquer contato com recursos digitais. A escola precisa estabelecer regras consistentes, mas também preparar os alunos para lidar com a tecnologia de forma responsável.   Papel das famílias na adaptação A mudança no ambiente escolar depende também da participação das famílias. Se o aluno passa muitas horas conectado fora da escola, a restrição durante o período letivo pode ser recebida com mais resistência. Por isso, os responsáveis precisam acompanhar o uso do celular em casa e estabelecer combinados possíveis de cumprir. Horários para estudo, refeições sem telas, limites antes de dormir e momentos de lazer offline ajudam a construir uma relação mais equilibrada com a tecnologia. O exemplo dos adultos também interfere nesse processo. Quando pais e responsáveis usam o celular durante conversas, refeições e atividades familiares, a orientação perde força. O diálogo deve incluir o que o aluno acessa, com quem conversa, quanto tempo permanece online e como reage quando precisa ficar longe do aparelho. Irritação intensa, ansiedade, dificuldade para dormir e queda no rendimento podem indicar uso excessivo e necessidade de acompanhamento mais próximo.   Regras precisam ser claras e constantes A restrição ao celular tende a funcionar melhor quando todos conhecem as regras. Alunos, famílias, professores e funcionários precisam saber onde o aparelho deve ficar, em quais situações pode ser usado e quais são as consequências em caso de descumprimento. A aplicação da norma exige constância. Regras que mudam de acordo com a turma, o professor ou o dia da semana geram dúvidas e conflitos. Também é importante que a escola mantenha canais de comunicação com as famílias para situações urgentes, reduzindo a justificativa de que o aluno precisa ficar com o aparelho disponível o tempo todo. A adaptação pode ser gradual, mas precisa ser acompanhada de orientação. Ao retirar o celular da rotina escolar, a escola cria melhores condições para atenção, participação e convivência. O acompanhamento dos adultos deve observar mudanças no comportamento, no rendimento e na forma como os alunos lidam com limites no uso da tecnologia. Para saber mais sobre celular, visite https://www.techtudo.com.br/guia/2025/01/lei-que-proibe-celular-nas-escolas-tudo-que-voce-precisa-saber-a-respeito-edmobile.ghtml e https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/proibicao-do-celular-na-escola-e-para-melhorar-a-aprendizagem-diz-mec/  


11 de maio, 2026

Melhor idade para aprender um novo idioma

A relação entre idade e idioma costuma gerar dúvidas entre famílias que desejam iniciar crianças no aprendizado de uma nova língua. Em geral, quanto mais cedo ocorre o contato com outro idioma, maiores são as chances de assimilação natural de sons, vocabulário e estruturas de comunicação. Isso não significa que adolescentes e adultos não possam aprender, mas indica que a infância oferece condições favoráveis para esse processo. Nos primeiros anos de vida, o cérebro apresenta grande capacidade de adaptação. A criança observa, repete, testa sons, associa palavras a situações e aprende com a exposição frequente. Por isso, o contato com uma segunda língua pode começar ainda na Educação Infantil, desde que seja conduzido de forma adequada à faixa etária, com atividades contextualizadas, lúdicas e sem pressão por desempenho formal.   Contato precoce favorece a familiaridade com a língua A partir dos dois ou três anos, muitas crianças já conseguem ser expostas a um novo idioma por meio de músicas, histórias, jogos, comandos simples, imagens e interações cotidianas. Nessa fase, o objetivo principal não é exigir fluência imediata, mas criar familiaridade com sons, expressões e situações de uso. Esse processo se aproxima da forma como a criança aprende a língua materna. Primeiro, ela escuta e observa. Depois, começa a repetir palavras, compreender comandos e arriscar pequenas frases. A aquisição ocorre de maneira gradual, com avanços diferentes de uma criança para outra. Juliana Figallo, coordenadora de educação infantil do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ), explica que o contato inicial precisa respeitar o desenvolvimento infantil: “A criança aprende melhor quando o idioma aparece em situações significativas, com brincadeiras, músicas, histórias e interações que façam sentido para a idade dela”.   Mistura de idiomas pode fazer parte do processo Uma preocupação comum entre famílias é a possibilidade de a criança misturar idiomas. Em fases iniciais, isso pode acontecer. A criança pode usar uma palavra em português no meio de uma frase em outro idioma, ou recorrer ao termo que lembra primeiro para manter a comunicação. Esse comportamento, porém, não indica confusão permanente. Ele costuma fazer parte do processo de aquisição linguística. Aos poucos, com exposição regular e orientação adequada, a criança passa a diferenciar melhor os contextos de uso de cada língua. Também não há evidência de que aprender uma segunda língua comprometa o domínio do português. Ao contrário, o contato com diferentes estruturas pode favorecer a percepção sobre como as línguas funcionam. A criança passa a observar regras, sons, significados e formas de expressão, o que pode contribuir para a leitura, a escrita e a comunicação em geral.   Infância oferece vantagem, mas não é a única fase possível A infância é uma fase favorável para o aprendizado de idiomas porque a criança tende a reproduzir sons com mais naturalidade e absorver estruturas linguísticas por meio da exposição frequente. Pesquisas em áreas como neurociência, linguística e educação indicam que esse período apresenta maior plasticidade cerebral, o que facilita a assimilação. Isso não torna inútil o aprendizado iniciado mais tarde. Adolescentes e adultos também podem alcançar bons resultados, especialmente quando têm motivação, regularidade, bons métodos e oportunidades reais de prática. A diferença é que, em geral, quem começa mais cedo costuma ter mais tempo de exposição e pode desenvolver pronúncia e compreensão oral com maior espontaneidade. No caso das crianças, a vantagem está menos na quantidade de conteúdo formal e mais na possibilidade de integrar o idioma à rotina. O aprendizado tende a ser melhor quando aparece em contextos naturais, e não apenas em exercícios isolados de memorização.   Rotina e metodologia interferem no resultado A idade é um fator importante, mas não é o único. Para que a aprendizagem avance, a criança precisa ter contato frequente com o idioma. A regularidade ajuda a fixar palavras, ampliar repertório e tornar o uso da língua mais familiar. A metodologia também interfere no resultado. Na infância, abordagens baseadas apenas em tradução, repetição mecânica ou explicações gramaticais longas podem ser pouco eficientes. Atividades com histórias, músicas, jogos, movimento, imagens, dramatizações e situações de comunicação costumam ser mais adequadas. O ensino pode ocorrer na escola, em cursos específicos, em aulas individuais, em grupos ou com apoio de recursos digitais. O mais importante é que a proposta seja compatível com a idade, o ritmo e o perfil do estudante. Aplicativos, vídeos e jogos podem ajudar, desde que sejam usados com acompanhamento e não substituam a interação humana, que é essencial para o desenvolvimento da linguagem.   Família pode apoiar sem transformar o idioma em cobrança O papel da família é importante para manter o interesse da criança. Pais e responsáveis podem valorizar pequenas conquistas, demonstrar curiosidade pelo que foi aprendido e inserir o idioma em momentos simples da rotina, como ouvir uma música, ler um livro ilustrado, assistir a um vídeo curto adequado à idade ou brincar com palavras conhecidas. Esse apoio, porém, deve evitar cobrança excessiva. Quando a criança associa o idioma apenas a testes, correções constantes ou comparação com colegas, pode perder segurança para tentar se comunicar. O erro precisa ser tratado como parte do aprendizado, principalmente nas primeiras fases. “O incentivo da família ajuda quando cria oportunidades de contato e demonstra interesse pelo processo, sem transformar cada tentativa da criança em avaliação”, observa Juliana Figallo.   Exposição cultural amplia o repertório Aprender uma nova língua também favorece o contato com diferentes culturas. Por meio de histórias, músicas, costumes, personagens, brincadeiras e formas de comunicação, a criança amplia seu repertório e passa a perceber que existem diferentes modos de nomear objetos, expressar ideias e organizar frases. Esse contato pode contribuir para a socialização e para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, como atenção, memória, flexibilidade mental e capacidade de alternar entre regras linguísticas. Em idade escolar, essas habilidades se relacionam com o desempenho em diferentes áreas, pois envolvem concentração, interpretação e organização do pensamento. No acompanhamento do aprendizado, escola e família devem observar a participação da criança, sua curiosidade, sua disposição para ouvir e repetir palavras, sua compreensão de comandos e sua segurança para se expressar. Esses sinais ajudam a avaliar se a experiência está sendo adequada e se os estímulos precisam ser ajustados à idade, ao ritmo e às necessidades de cada estudante. Para saber mais sobre idade e idioma, visite https://querobolsa.com.br/revista/com-quantos-anos-pode-aprender-um-segundo-idioma e https://marianakotscho.uol.com.br/larissa-fonseca/qual-a-melhor-idade-para-a-crianca-aprender-novos-idiomas.html  


06 de maio, 2026

Vacinas ajudam a proteger a rotina escolar contra doenças infecciosas

As vacinas têm papel decisivo na prevenção de surtos de doenças entre os alunos, especialmente porque a escola é um ambiente de convivência diária, com contato próximo entre crianças, adolescentes, professores e equipes de apoio. Quando a cobertura vacinal está alta, vírus e bactérias encontram mais dificuldade para circular, o que reduz o risco de transmissão dentro e fora da sala de aula. A vacinação infantil é uma das estratégias mais importantes de saúde pública. Ela protege individualmente cada criança e também contribui para a proteção coletiva, principalmente de pessoas que não podem receber determinadas vacinas por idade, condição de saúde ou orientação médica. Em ambientes escolares, esse efeito é ainda mais relevante, pois uma doença infecciosa pode se espalhar rapidamente quando há muitos alunos suscetíveis.   Como as vacinas atuam no organismo As vacinas estimulam o sistema imunológico a reconhecer agentes infecciosos, como vírus e bactérias, e a criar defesas contra eles. Esse processo ocorre de forma segura, sem que a criança precise enfrentar a forma grave da doença para desenvolver proteção. Depois da vacinação, o organismo passa a responder com mais rapidez caso tenha contato com o agente causador da enfermidade. Isso diminui o risco de adoecimento, reduz a chance de complicações e, em muitos casos, também limita a transmissão para outras pessoas. Doenças como sarampo, poliomielite, coqueluche, difteria, tétano, rubéola, caxumba, hepatites, meningites e varicela fazem parte das preocupações cobertas pelo calendário vacinal infantil. Algumas dessas enfermidades foram controladas ou tiveram forte redução justamente por causa da vacinação em larga escala. O calendário de vacinação começa ainda nos primeiros dias de vida. Recém-nascidos recebem, por exemplo, vacinas como BCG e hepatite B. Nos meses seguintes, outras doses são aplicadas de acordo com a idade, incluindo imunizantes contra poliomielite, rotavírus, pneumococo, meningite e doenças causadas por bactérias como difteria, tétano e coqueluche. Após o primeiro ano, entram vacinas como a tríplice viral, hepatite A e varicela, além dos reforços indicados.   Por que a cobertura vacinal protege a escola A proteção coletiva ocorre quando grande parte da comunidade está vacinada. Nesse cenário, mesmo que um agente infeccioso chegue ao ambiente escolar, há menos pessoas vulneráveis para manter a transmissão. Esse mecanismo é conhecido como imunidade coletiva. Em uma escola, a queda da cobertura vacinal pode aumentar o risco de surtos. Crianças não vacinadas ou com doses atrasadas podem adoecer e transmitir doenças para colegas, familiares e profissionais. O impacto ultrapassa a saúde individual: pode provocar afastamentos, interrupção de atividades, preocupação entre famílias e necessidade de medidas de controle. O sarampo é um exemplo importante. Após um período sem registros sustentados no Brasil, a doença voltou a circular em 2018, em um contexto associado à redução da vacinação. A situação mostrou que doenças controladas podem retornar quando a proteção coletiva diminui. “O acompanhamento da caderneta de vacinação ajuda as famílias a perceberem atrasos e evita que a criança fique desprotegida em fases importantes do desenvolvimento”, observa o representante do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ). “Em uma comunidade escolar, esse cuidado também contribui para reduzir riscos de transmissão entre os alunos”, completa.   Caderneta atualizada facilita a prevenção A caderneta de vacinação é o principal documento para verificar se as doses estão em dia. Ela permite acompanhar quais vacinas já foram aplicadas, quais reforços ainda são necessários e em que período cada imunizante deve ser recebido. O Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, organiza o calendário vacinal no Brasil e oferece vacinas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. A lista é atualizada conforme critérios técnicos e contempla diferentes fases da vida, incluindo infância e adolescência. Para as famílias, a orientação principal é não esperar o surgimento de casos para regularizar a vacinação. Algumas vacinas precisam de mais de uma dose para garantir proteção adequada, e outras exigem reforços em idades específicas. Quando há atraso, o posto de saúde pode orientar a retomada do esquema, sem necessidade de reiniciar todas as doses na maioria das situações. Também é importante informar à escola quando a criança apresentar doença contagiosa confirmada, seguindo as orientações médicas sobre afastamento e retorno às atividades. Essa comunicação ajuda a instituição a adotar cuidados preventivos, observar possíveis sintomas em outros alunos e orientar as famílias quando necessário.   Dúvidas e receios devem ser esclarecidos É comum que pais e responsáveis tenham dúvidas sobre segurança, reações e contraindicações. As vacinas autorizadas no Brasil passam por avaliação técnica antes de serem liberadas para uso. Reações leves, como dor no local da aplicação, febre baixa ou mal-estar temporário, podem ocorrer, mas costumam ser passageiras. As contraindicações existem, mas são específicas e devem ser avaliadas por profissionais de saúde. Por isso, decisões sobre adiar ou deixar de aplicar uma vacina não devem ser tomadas apenas com base em informações recebidas por redes sociais ou mensagens sem fonte confiável. No caso de crianças com medo de agulha, a preparação também ajuda. Explicar de forma simples o que vai acontecer, evitar ameaças ou sustos e manter uma postura tranquila durante a vacinação pode reduzir a ansiedade. O desconforto existe, mas tende a ser breve. Segundo o representante do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ), a informação clara é uma aliada da prevenção. “Quando a família entende o calendário vacinal e tira dúvidas com profissionais de saúde, fica mais fácil manter as doses em dia e proteger a convivência escolar”, afirma.   Rotina escolar depende de prevenção   A vacinação em dia contribui para uma rotina escolar mais estável. Alunos protegidos adoecem menos por doenças preveníveis, faltam menos às aulas e reduzem a possibilidade de transmissão para colegas e profissionais. Esse cuidado deve ser permanente. Antes do início do ano letivo, em períodos de campanha ou diante de comunicados das autoridades de saúde, a família pode revisar a caderneta e procurar orientação no posto de saúde. A prevenção depende da regularidade: doses atrasadas ou incompletas podem deixar brechas para a circulação de doenças que já contam com formas eficazes de controle.   Para saber mais sobre vacinas, visite https://laboratorioexame.com.br/saude/vacinacao-infantil e https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao  


04 de maio, 2026