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Celular na escola e impacto no aprendizado
O celular passou a ocupar um espaço importante na rotina de crianças e adolescentes, inclusive no ambiente escolar. Quando usado sem controle durante aulas, intervalos e atividades pedagógicas, o aparelho pode prejudicar a concentração, reduzir a participação dos alunos e interferir na convivência entre colegas. A discussão ganhou força com a Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais por estudantes da educação básica. A norma vale para escolas públicas e privadas e prevê exceções para uso pedagógico orientado, acessibilidade, saúde e situações de emergência. O objetivo da medida é reduzir distrações e favorecer um ambiente mais adequado ao aprendizado. Isso não significa tratar a tecnologia como inimiga da educação, mas definir quando, como e com qual finalidade ela deve ser utilizada dentro da escola. Atenção e rendimento em sala de aula O uso frequente do celular afeta uma das condições centrais para a aprendizagem: a atenção. Mensagens, notificações, vídeos curtos, jogos e redes sociais competem diretamente com a explicação do professor, a leitura, a resolução de exercícios e a participação em discussões. Mesmo quando o aluno não acessa o aparelho, a expectativa de receber uma mensagem ou verificar uma atualização pode gerar dispersão. A concentração passa a ser interrompida várias vezes, e o estudante tem mais dificuldade para acompanhar uma sequência de raciocínio, concluir uma tarefa ou registrar informações importantes. “Quando o aparelho deixa de disputar a atenção do aluno durante a aula, o professor consegue conduzir melhor as atividades e o estudante tem mais condições de acompanhar o conteúdo”, afirma Andressa Côrtes, diretora pedagógica do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ). Ela observa ainda que a restrição ao celular precisa ser compreendida como uma medida de organização da rotina escolar. A queda no rendimento nem sempre aparece de forma imediata. Em muitos casos, ela surge aos poucos, com tarefas incompletas, menor participação, dificuldade de memorização e perda de interesse por atividades que exigem leitura, escrita ou resolução de problemas. Convivência e comportamento no intervalo A presença do celular também interfere nos momentos de convivência. Durante recreios e intervalos, o uso constante do aparelho pode reduzir conversas, brincadeiras, atividades coletivas e interações espontâneas. Esses momentos são importantes para o desenvolvimento de habilidades sociais, como escuta, negociação, cooperação e resolução de conflitos. Sem o celular como principal ocupação, a escola pode observar maior circulação dos alunos pelos espaços comuns e mais contato entre colegas. A mudança, porém, exige adaptação. Alguns estudantes podem sentir desconforto no início, especialmente quando estão acostumados a preencher qualquer pausa com o aparelho. Esse processo precisa ser acompanhado por adultos. A restrição funciona melhor quando vem acompanhada de orientação clara, regras conhecidas e alternativas de convivência. A escola deve explicar os motivos da norma e mostrar que o intervalo também faz parte da formação dos alunos. Uso pedagógico deve ter finalidade clara A restrição não elimina a possibilidade de uso pedagógico da tecnologia. Em determinadas situações, o celular pode ser usado para pesquisas orientadas, registros de atividades, produção de vídeos, leitura de códigos, acesso a plataformas educacionais e outras propostas planejadas pelo professor. A diferença está na finalidade. Quando o uso é orientado, tem duração definida e está ligado ao conteúdo, o aparelho pode funcionar como recurso didático. Quando fica disponível o tempo todo, sem objetivo claro, tende a se transformar em fonte de distração. “O ponto principal é a intencionalidade. A tecnologia pode contribuir para a aprendizagem quando há planejamento, supervisão e relação direta com a atividade proposta”, avalia Andressa Côrtes. Essa distinção ajuda a evitar dois extremos: liberar o uso sem critérios ou proibir qualquer contato com recursos digitais. A escola precisa estabelecer regras consistentes, mas também preparar os alunos para lidar com a tecnologia de forma responsável. Papel das famílias na adaptação A mudança no ambiente escolar depende também da participação das famílias. Se o aluno passa muitas horas conectado fora da escola, a restrição durante o período letivo pode ser recebida com mais resistência. Por isso, os responsáveis precisam acompanhar o uso do celular em casa e estabelecer combinados possíveis de cumprir. Horários para estudo, refeições sem telas, limites antes de dormir e momentos de lazer offline ajudam a construir uma relação mais equilibrada com a tecnologia. O exemplo dos adultos também interfere nesse processo. Quando pais e responsáveis usam o celular durante conversas, refeições e atividades familiares, a orientação perde força. O diálogo deve incluir o que o aluno acessa, com quem conversa, quanto tempo permanece online e como reage quando precisa ficar longe do aparelho. Irritação intensa, ansiedade, dificuldade para dormir e queda no rendimento podem indicar uso excessivo e necessidade de acompanhamento mais próximo. Regras precisam ser claras e constantes A restrição ao celular tende a funcionar melhor quando todos conhecem as regras. Alunos, famílias, professores e funcionários precisam saber onde o aparelho deve ficar, em quais situações pode ser usado e quais são as consequências em caso de descumprimento. A aplicação da norma exige constância. Regras que mudam de acordo com a turma, o professor ou o dia da semana geram dúvidas e conflitos. Também é importante que a escola mantenha canais de comunicação com as famílias para situações urgentes, reduzindo a justificativa de que o aluno precisa ficar com o aparelho disponível o tempo todo. A adaptação pode ser gradual, mas precisa ser acompanhada de orientação. Ao retirar o celular da rotina escolar, a escola cria melhores condições para atenção, participação e convivência. O acompanhamento dos adultos deve observar mudanças no comportamento, no rendimento e na forma como os alunos lidam com limites no uso da tecnologia. Para saber mais sobre celular, visite https://www.techtudo.com.br/guia/2025/01/lei-que-proibe-celular-nas-escolas-tudo-que-voce-precisa-saber-a-respeito-edmobile.ghtml e https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/proibicao-do-celular-na-escola-e-para-melhorar-a-aprendizagem-diz-mec/
11 de maio, 2026
Melhor idade para aprender um novo idioma
A relação entre idade e idioma costuma gerar dúvidas entre famílias que desejam iniciar crianças no aprendizado de uma nova língua. Em geral, quanto mais cedo ocorre o contato com outro idioma, maiores são as chances de assimilação natural de sons, vocabulário e estruturas de comunicação. Isso não significa que adolescentes e adultos não possam aprender, mas indica que a infância oferece condições favoráveis para esse processo. Nos primeiros anos de vida, o cérebro apresenta grande capacidade de adaptação. A criança observa, repete, testa sons, associa palavras a situações e aprende com a exposição frequente. Por isso, o contato com uma segunda língua pode começar ainda na Educação Infantil, desde que seja conduzido de forma adequada à faixa etária, com atividades contextualizadas, lúdicas e sem pressão por desempenho formal. Contato precoce favorece a familiaridade com a língua A partir dos dois ou três anos, muitas crianças já conseguem ser expostas a um novo idioma por meio de músicas, histórias, jogos, comandos simples, imagens e interações cotidianas. Nessa fase, o objetivo principal não é exigir fluência imediata, mas criar familiaridade com sons, expressões e situações de uso. Esse processo se aproxima da forma como a criança aprende a língua materna. Primeiro, ela escuta e observa. Depois, começa a repetir palavras, compreender comandos e arriscar pequenas frases. A aquisição ocorre de maneira gradual, com avanços diferentes de uma criança para outra. Juliana Figallo, coordenadora de educação infantil do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ), explica que o contato inicial precisa respeitar o desenvolvimento infantil: “A criança aprende melhor quando o idioma aparece em situações significativas, com brincadeiras, músicas, histórias e interações que façam sentido para a idade dela”. Mistura de idiomas pode fazer parte do processo Uma preocupação comum entre famílias é a possibilidade de a criança misturar idiomas. Em fases iniciais, isso pode acontecer. A criança pode usar uma palavra em português no meio de uma frase em outro idioma, ou recorrer ao termo que lembra primeiro para manter a comunicação. Esse comportamento, porém, não indica confusão permanente. Ele costuma fazer parte do processo de aquisição linguística. Aos poucos, com exposição regular e orientação adequada, a criança passa a diferenciar melhor os contextos de uso de cada língua. Também não há evidência de que aprender uma segunda língua comprometa o domínio do português. Ao contrário, o contato com diferentes estruturas pode favorecer a percepção sobre como as línguas funcionam. A criança passa a observar regras, sons, significados e formas de expressão, o que pode contribuir para a leitura, a escrita e a comunicação em geral. Infância oferece vantagem, mas não é a única fase possível A infância é uma fase favorável para o aprendizado de idiomas porque a criança tende a reproduzir sons com mais naturalidade e absorver estruturas linguísticas por meio da exposição frequente. Pesquisas em áreas como neurociência, linguística e educação indicam que esse período apresenta maior plasticidade cerebral, o que facilita a assimilação. Isso não torna inútil o aprendizado iniciado mais tarde. Adolescentes e adultos também podem alcançar bons resultados, especialmente quando têm motivação, regularidade, bons métodos e oportunidades reais de prática. A diferença é que, em geral, quem começa mais cedo costuma ter mais tempo de exposição e pode desenvolver pronúncia e compreensão oral com maior espontaneidade. No caso das crianças, a vantagem está menos na quantidade de conteúdo formal e mais na possibilidade de integrar o idioma à rotina. O aprendizado tende a ser melhor quando aparece em contextos naturais, e não apenas em exercícios isolados de memorização. Rotina e metodologia interferem no resultado A idade é um fator importante, mas não é o único. Para que a aprendizagem avance, a criança precisa ter contato frequente com o idioma. A regularidade ajuda a fixar palavras, ampliar repertório e tornar o uso da língua mais familiar. A metodologia também interfere no resultado. Na infância, abordagens baseadas apenas em tradução, repetição mecânica ou explicações gramaticais longas podem ser pouco eficientes. Atividades com histórias, músicas, jogos, movimento, imagens, dramatizações e situações de comunicação costumam ser mais adequadas. O ensino pode ocorrer na escola, em cursos específicos, em aulas individuais, em grupos ou com apoio de recursos digitais. O mais importante é que a proposta seja compatível com a idade, o ritmo e o perfil do estudante. Aplicativos, vídeos e jogos podem ajudar, desde que sejam usados com acompanhamento e não substituam a interação humana, que é essencial para o desenvolvimento da linguagem. Família pode apoiar sem transformar o idioma em cobrança O papel da família é importante para manter o interesse da criança. Pais e responsáveis podem valorizar pequenas conquistas, demonstrar curiosidade pelo que foi aprendido e inserir o idioma em momentos simples da rotina, como ouvir uma música, ler um livro ilustrado, assistir a um vídeo curto adequado à idade ou brincar com palavras conhecidas. Esse apoio, porém, deve evitar cobrança excessiva. Quando a criança associa o idioma apenas a testes, correções constantes ou comparação com colegas, pode perder segurança para tentar se comunicar. O erro precisa ser tratado como parte do aprendizado, principalmente nas primeiras fases. “O incentivo da família ajuda quando cria oportunidades de contato e demonstra interesse pelo processo, sem transformar cada tentativa da criança em avaliação”, observa Juliana Figallo. Exposição cultural amplia o repertório Aprender uma nova língua também favorece o contato com diferentes culturas. Por meio de histórias, músicas, costumes, personagens, brincadeiras e formas de comunicação, a criança amplia seu repertório e passa a perceber que existem diferentes modos de nomear objetos, expressar ideias e organizar frases. Esse contato pode contribuir para a socialização e para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, como atenção, memória, flexibilidade mental e capacidade de alternar entre regras linguísticas. Em idade escolar, essas habilidades se relacionam com o desempenho em diferentes áreas, pois envolvem concentração, interpretação e organização do pensamento. No acompanhamento do aprendizado, escola e família devem observar a participação da criança, sua curiosidade, sua disposição para ouvir e repetir palavras, sua compreensão de comandos e sua segurança para se expressar. Esses sinais ajudam a avaliar se a experiência está sendo adequada e se os estímulos precisam ser ajustados à idade, ao ritmo e às necessidades de cada estudante. Para saber mais sobre idade e idioma, visite https://querobolsa.com.br/revista/com-quantos-anos-pode-aprender-um-segundo-idioma e https://marianakotscho.uol.com.br/larissa-fonseca/qual-a-melhor-idade-para-a-crianca-aprender-novos-idiomas.html
06 de maio, 2026
Vacinas ajudam a proteger a rotina escolar contra doenças infecciosas
As vacinas têm papel decisivo na prevenção de surtos de doenças entre os alunos, especialmente porque a escola é um ambiente de convivência diária, com contato próximo entre crianças, adolescentes, professores e equipes de apoio. Quando a cobertura vacinal está alta, vírus e bactérias encontram mais dificuldade para circular, o que reduz o risco de transmissão dentro e fora da sala de aula. A vacinação infantil é uma das estratégias mais importantes de saúde pública. Ela protege individualmente cada criança e também contribui para a proteção coletiva, principalmente de pessoas que não podem receber determinadas vacinas por idade, condição de saúde ou orientação médica. Em ambientes escolares, esse efeito é ainda mais relevante, pois uma doença infecciosa pode se espalhar rapidamente quando há muitos alunos suscetíveis. Como as vacinas atuam no organismo As vacinas estimulam o sistema imunológico a reconhecer agentes infecciosos, como vírus e bactérias, e a criar defesas contra eles. Esse processo ocorre de forma segura, sem que a criança precise enfrentar a forma grave da doença para desenvolver proteção. Depois da vacinação, o organismo passa a responder com mais rapidez caso tenha contato com o agente causador da enfermidade. Isso diminui o risco de adoecimento, reduz a chance de complicações e, em muitos casos, também limita a transmissão para outras pessoas. Doenças como sarampo, poliomielite, coqueluche, difteria, tétano, rubéola, caxumba, hepatites, meningites e varicela fazem parte das preocupações cobertas pelo calendário vacinal infantil. Algumas dessas enfermidades foram controladas ou tiveram forte redução justamente por causa da vacinação em larga escala. O calendário de vacinação começa ainda nos primeiros dias de vida. Recém-nascidos recebem, por exemplo, vacinas como BCG e hepatite B. Nos meses seguintes, outras doses são aplicadas de acordo com a idade, incluindo imunizantes contra poliomielite, rotavírus, pneumococo, meningite e doenças causadas por bactérias como difteria, tétano e coqueluche. Após o primeiro ano, entram vacinas como a tríplice viral, hepatite A e varicela, além dos reforços indicados. Por que a cobertura vacinal protege a escola A proteção coletiva ocorre quando grande parte da comunidade está vacinada. Nesse cenário, mesmo que um agente infeccioso chegue ao ambiente escolar, há menos pessoas vulneráveis para manter a transmissão. Esse mecanismo é conhecido como imunidade coletiva. Em uma escola, a queda da cobertura vacinal pode aumentar o risco de surtos. Crianças não vacinadas ou com doses atrasadas podem adoecer e transmitir doenças para colegas, familiares e profissionais. O impacto ultrapassa a saúde individual: pode provocar afastamentos, interrupção de atividades, preocupação entre famílias e necessidade de medidas de controle. O sarampo é um exemplo importante. Após um período sem registros sustentados no Brasil, a doença voltou a circular em 2018, em um contexto associado à redução da vacinação. A situação mostrou que doenças controladas podem retornar quando a proteção coletiva diminui. “O acompanhamento da caderneta de vacinação ajuda as famílias a perceberem atrasos e evita que a criança fique desprotegida em fases importantes do desenvolvimento”, observa o representante do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ). “Em uma comunidade escolar, esse cuidado também contribui para reduzir riscos de transmissão entre os alunos”, completa. Caderneta atualizada facilita a prevenção A caderneta de vacinação é o principal documento para verificar se as doses estão em dia. Ela permite acompanhar quais vacinas já foram aplicadas, quais reforços ainda são necessários e em que período cada imunizante deve ser recebido. O Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, organiza o calendário vacinal no Brasil e oferece vacinas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. A lista é atualizada conforme critérios técnicos e contempla diferentes fases da vida, incluindo infância e adolescência. Para as famílias, a orientação principal é não esperar o surgimento de casos para regularizar a vacinação. Algumas vacinas precisam de mais de uma dose para garantir proteção adequada, e outras exigem reforços em idades específicas. Quando há atraso, o posto de saúde pode orientar a retomada do esquema, sem necessidade de reiniciar todas as doses na maioria das situações. Também é importante informar à escola quando a criança apresentar doença contagiosa confirmada, seguindo as orientações médicas sobre afastamento e retorno às atividades. Essa comunicação ajuda a instituição a adotar cuidados preventivos, observar possíveis sintomas em outros alunos e orientar as famílias quando necessário. Dúvidas e receios devem ser esclarecidos É comum que pais e responsáveis tenham dúvidas sobre segurança, reações e contraindicações. As vacinas autorizadas no Brasil passam por avaliação técnica antes de serem liberadas para uso. Reações leves, como dor no local da aplicação, febre baixa ou mal-estar temporário, podem ocorrer, mas costumam ser passageiras. As contraindicações existem, mas são específicas e devem ser avaliadas por profissionais de saúde. Por isso, decisões sobre adiar ou deixar de aplicar uma vacina não devem ser tomadas apenas com base em informações recebidas por redes sociais ou mensagens sem fonte confiável. No caso de crianças com medo de agulha, a preparação também ajuda. Explicar de forma simples o que vai acontecer, evitar ameaças ou sustos e manter uma postura tranquila durante a vacinação pode reduzir a ansiedade. O desconforto existe, mas tende a ser breve. Segundo o representante do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ), a informação clara é uma aliada da prevenção. “Quando a família entende o calendário vacinal e tira dúvidas com profissionais de saúde, fica mais fácil manter as doses em dia e proteger a convivência escolar”, afirma. Rotina escolar depende de prevenção A vacinação em dia contribui para uma rotina escolar mais estável. Alunos protegidos adoecem menos por doenças preveníveis, faltam menos às aulas e reduzem a possibilidade de transmissão para colegas e profissionais. Esse cuidado deve ser permanente. Antes do início do ano letivo, em períodos de campanha ou diante de comunicados das autoridades de saúde, a família pode revisar a caderneta e procurar orientação no posto de saúde. A prevenção depende da regularidade: doses atrasadas ou incompletas podem deixar brechas para a circulação de doenças que já contam com formas eficazes de controle. Para saber mais sobre vacinas, visite https://laboratorioexame.com.br/saude/vacinacao-infantil e https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao
04 de maio, 2026
Obesidade infantil: sinais de alerta
A obesidade infantil deve ser identificada com acompanhamento profissional, observação da rotina e atenção a mudanças no comportamento da criança. O excesso de peso nessa fase não envolve apenas aparência física. Pode afetar respiração, disposição, sono, autoestima, convivência, desempenho escolar e risco de doenças como diabetes tipo 2, colesterol alto e hipertensão. O diagnóstico não deve ser feito apenas pela comparação visual entre crianças. Peso e altura precisam ser avaliados de acordo com idade, sexo e estágio de desenvolvimento. O Índice de Massa Corporal, conhecido como IMC, é uma das referências usadas por profissionais de saúde, mas deve ser interpretado com curvas específicas para crianças e adolescentes. Também podem ser considerados outros dados, como crescimento, histórico familiar, hábitos alimentares, prática de atividade física, qualidade do sono e exames laboratoriais, quando necessários. Por isso, a avaliação com pediatra ou equipe de saúde é essencial. Peso isolado não define o diagnóstico Uma criança pode estar acima do peso por diferentes razões. Há fatores genéticos, hormonais, metabólicos, comportamentais e ambientais envolvidos. Na maior parte dos casos, a obesidade infantil está relacionada a um desequilíbrio entre ingestão calórica elevada e baixo gasto de energia, mas cada situação precisa ser analisada individualmente. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, fast food e produtos ricos em açúcar e gordura contribui para o ganho de peso. Rotinas familiares corridas, refeições desorganizadas e beliscos fora de hora também podem dificultar escolhas alimentares mais equilibradas. “A atenção ao peso precisa vir acompanhada de orientação, acolhimento e respeito, porque comentários inadequados podem gerar vergonha e afastar a criança de hábitos saudáveis”, afirma Juliana Figallo, coordenadora de educação infantil do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ). Ele destaca que o tema deve ser tratado com cuidado para não expor a criança. Essa postura é importante porque o objetivo não deve ser responsabilizar a criança, mas compreender o contexto e ajustar a rotina com apoio dos adultos. Sinais físicos merecem acompanhamento Alguns sinais podem indicar necessidade de avaliação. Cansaço frequente, baixa tolerância a esforços, falta de ar durante atividades simples, dores nas articulações, dificuldade para acompanhar brincadeiras, roncos intensos e sono agitado são pontos que merecem atenção. A apneia do sono também pode aparecer em crianças com obesidade. Nesses casos, o sono deixa de ser reparador, o que interfere na disposição, no humor e na concentração durante o dia. Alterações em exames, como colesterol elevado, resistência à insulina, pressão arterial aumentada ou sinais de diabetes tipo 2, podem estar associadas ao excesso de peso. Esses fatores reforçam a necessidade de acompanhamento médico e de mudanças sustentáveis no cotidiano. É importante que os adultos evitem dietas restritivas sem orientação. Na infância, a criança está em fase de crescimento e precisa de nutrientes adequados. O tratamento deve priorizar reorganização da alimentação, rotina de movimento, sono adequado e apoio emocional. Impactos emocionais também devem ser observados A obesidade infantil pode afetar a autoestima e a socialização. Algumas crianças passam a evitar atividades físicas, festas, brincadeiras coletivas ou aulas de educação física por vergonha, insegurança ou medo de comentários dos colegas. Situações de bullying agravam esse quadro. Apelidos, piadas, exclusão e comparações podem gerar ansiedade, tristeza, isolamento e resistência ao ambiente escolar. Quando a criança demonstra queda repentina no rendimento, desânimo, irritabilidade ou recusa em participar de atividades, família e escola devem investigar o que está acontecendo. A relação com a comida também precisa ser observada. Comer escondido, usar alimentos como forma de compensar tristeza ou ansiedade, recusar refeições familiares ou demonstrar culpa excessiva após comer são sinais que exigem cuidado. Nessas situações, o suporte psicológico pode ser necessário. A obesidade infantil não deve ser tratada apenas como questão alimentar, pois envolve emoções, convivência, imagem corporal e hábitos construídos no ambiente familiar e social. Escola contribui com observação e prevenção A escola pode ajudar na identificação de sinais ao observar participação, disposição, convivência e mudanças de comportamento. Professores e equipes pedagógicas acompanham a criança em atividades coletivas, momentos de movimento, intervalos e interações com colegas. Essa observação não substitui o diagnóstico médico. No entanto, pode orientar conversas com a família quando há sinais persistentes de cansaço, isolamento, baixa participação ou sofrimento emocional. Para Juliana, o cuidado deve envolver informação e rotina. Em sua avaliação, “a escola pode colaborar quando incentiva movimento, convivência respeitosa e educação alimentar sem transformar o tema em cobrança ou constrangimento”. A educação alimentar pode aparecer em conversas, atividades pedagógicas, projetos sobre saúde, cuidado com o corpo e escolhas no dia a dia. A prática de atividades físicas também deve ser estimulada de forma inclusiva, com propostas que valorizem participação, prazer pelo movimento e respeito aos diferentes ritmos. Família é parte central do cuidado Em casa, a prevenção e o acompanhamento dependem de hábitos compartilhados. Crianças tendem a seguir o que observam na rotina familiar. Refeições mais organizadas, presença de frutas, verduras, legumes e alimentos menos processados, redução de ultraprocessados e horários mais previsíveis ajudam a construir referências mais saudáveis. Também é importante limitar o tempo de tela e incentivar brincadeiras, passeios, esportes ou atividades ao ar livre. O movimento deve ser apresentado como parte da rotina, não como punição pelo peso. Quando há diagnóstico de obesidade, o tratamento deve envolver profissionais de saúde, como pediatra, nutricionista, psicólogo e educador físico, conforme a necessidade. A meta principal é melhorar saúde, disposição e qualidade de vida, com mudanças possíveis para a realidade da família. A identificação da obesidade infantil exige atenção ao crescimento, aos hábitos, aos sinais físicos e às reações emocionais da criança. Quanto mais cedo família, escola e profissionais de saúde atuam de forma coordenada, maiores são as chances de evitar agravamentos e construir uma rotina mais saudável. Para saber mais sobre obesidade, visite https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2021/junho/obesidade-infantil-afeta-3-1-milhoes-de-criancas-menores-de-10-anos-no-brasil e https://brasilescola.uol.com.br/saude/obesidade-infantil.htm
29 de abril, 2026
Cadeirinha de carro: segurança infantil
A cadeirinha de carro é um equipamento de segurança obrigatório e essencial para reduzir riscos no transporte de crianças. Seu uso adequado ajuda a evitar ferimentos graves em colisões, freadas bruscas ou outros acidentes de trânsito. Para que a proteção funcione, porém, é necessário escolher o dispositivo correto para a idade, o peso e a altura da criança, além de garantir instalação e ajuste adequados no veículo. A legislação brasileira determina que crianças com menos de 10 anos ou com menos de 1,45 metro de altura sejam transportadas no banco traseiro, com o dispositivo de retenção apropriado. O descumprimento da regra é considerado infração gravíssima, com multa e pontos na Carteira Nacional de Habilitação. A exigência legal, no entanto, não deve ser vista apenas como obrigação. A cadeirinha existe porque o corpo infantil ainda não tem as mesmas condições de proteção de um adulto em caso de impacto. Crianças são menores, mais frágeis e dependem de equipamentos específicos para que a força de uma colisão seja distribuída de forma mais segura. Cada fase exige um dispositivo adequado A escolha da cadeirinha deve considerar principalmente peso e altura. A idade ajuda como referência, mas não deve ser o único critério, já que cada criança se desenvolve em ritmo diferente. Para bebês, o bebê conforto é indicado nos primeiros meses de vida e deve ser instalado de costas para o movimento do carro. Essa posição protege melhor cabeça, pescoço e coluna, regiões ainda muito vulneráveis nessa fase. Conforme o crescimento, a criança passa para modelos compatíveis com peso maior, sempre respeitando as orientações do fabricante. Entre aproximadamente 1 e 4 anos, costuma ser usada a cadeirinha de segurança voltada para frente, desde que a criança já tenha peso e altura adequados para essa transição. Para crianças maiores, o assento de elevação ajuda a posicionar corretamente o cinto de três pontos do próprio veículo. O cinto deve passar pelo centro do peito e pelos ombros, sem encostar no pescoço. Também não deve ficar abaixo do braço ou atrás das costas. Quando o cinto não se ajusta corretamente ao corpo, a criança fica mais exposta a lesões em caso de acidente. Instalação correta é parte da proteção Comprar uma cadeirinha adequada não basta. A instalação incorreta reduz a eficiência do equipamento e pode comprometer a segurança. O dispositivo precisa ficar firme, sem balançar excessivamente. As tiras devem estar ajustadas ao corpo da criança, sem folga exagerada e sem apertar a ponto de causar desconforto. Modelos com sistema Isofix podem facilitar a fixação, pois são presos diretamente à estrutura do veículo. Ainda assim, é necessário seguir o manual do fabricante e verificar se o carro é compatível com o equipamento. Quando a instalação é feita com o cinto do próprio veículo, o cuidado deve ser redobrado para evitar torções, folgas ou encaixes inadequados. Juliana Figallo, coordenadora de educação infantil do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ), observa que o cuidado precisa fazer parte da rotina da família. “A cadeirinha só cumpre sua função quando é usada em todos os trajetos, inclusive nos percursos curtos, que muitas vezes são tratados com menos atenção”, afirma. Esse ponto é importante porque acidentes também ocorrem perto de casa, em deslocamentos rápidos ou em vias conhecidas. A familiaridade com o trajeto não elimina o risco. Criança no colo não está protegida Um dos erros mais perigosos é transportar a criança no colo. Mesmo em baixa velocidade, um adulto não consegue segurá-la com segurança em uma colisão. A força gerada pelo impacto multiplica o peso do corpo e torna praticamente impossível evitar que a criança seja lançada contra bancos, painel, portas ou para fora do veículo. Outro equívoco comum é permitir que a criança use apenas o cinto de segurança antes de atingir altura adequada. O cinto do carro foi projetado para adultos. Quando usado por uma criança pequena, pode ficar mal posicionado e causar lesões no pescoço, no abdômen ou na coluna. Também merecem atenção cadeirinhas usadas ou de origem desconhecida. Equipamentos que já passaram por acidente podem ter a estrutura comprometida, mesmo sem danos visíveis. Por isso, é importante verificar procedência, condições de uso, validade, manual e certificação. A presença do selo do Inmetro é um critério básico de segurança. Ele indica que o produto foi avaliado conforme normas técnicas. A escolha também deve considerar compatibilidade com o veículo e facilidade de instalação, já que modelos difíceis de ajustar aumentam o risco de uso incorreto. Segurança depende de hábito diário A cadeirinha de carro deve ser usada sempre, sem exceções por distância, pressa ou resistência da criança. Quando o uso é incorporado desde cedo, tende a se tornar parte natural da rotina. Pais e responsáveis também podem explicar, em linguagem simples, que o equipamento existe para proteger, assim como o cinto de segurança protege os adultos. Para Juliana, a orientação dos adultos tem efeito direto no comportamento infantil. Em sua avaliação, “quando a criança percebe que o uso da cadeirinha é uma regra fixa, e não uma decisão negociada a cada saída, a adaptação costuma ser mais tranquila”. Famílias também devem revisar periodicamente se o equipamento ainda está adequado. Crescimento, mudança de peso, troca de carro ou desgaste do dispositivo podem exigir ajustes. A posição das tiras, o encaixe do cinto e a estabilidade da cadeirinha devem ser observados com frequência. A segurança no trânsito infantil depende de decisões repetidas no cotidiano. Escolher o modelo correto, instalar de forma adequada, ajustar o cinto e manter o uso em todos os deslocamentos são medidas concretas para reduzir riscos e proteger crianças durante o transporte. Para saber mais sobre cadeirinha de carro, visite https://quatrorodas.abril.com.br/auto-servico/como-escolher-e-como-e-a-atual-lei-das-cadeirinhas-infantis-no-carro e https://www.usecadeirinha.com.br/importancia-uso-cadeirinha/
27 de abril, 2026
Quando usar umidificador de ar com crianças
O umidificador de ar pode ser indicado quando o ambiente está muito seco, especialmente em períodos de baixa umidade, calor intenso, inverno ou uso frequente de ar-condicionado. Nessas situações, o ar seco pode irritar as vias respiratórias, ressecar mucosas e aumentar desconfortos como tosse, congestão nasal, garganta seca e irritação nos olhos. Em crianças, esses efeitos exigem atenção maior porque o organismo ainda está em desenvolvimento e tende a reagir com mais sensibilidade às mudanças do ambiente. O aparelho tem a função de aumentar a umidade do ar em espaços fechados. Ele não substitui cuidados médicos, hidratação, limpeza da casa ou ventilação adequada, mas pode ajudar a tornar o ambiente mais confortável quando usado de forma correta. O uso sem critério, por outro lado, pode causar o efeito contrário: excesso de umidade, proliferação de mofo e aumento de ácaros, fatores que também prejudicam a saúde respiratória. Quando o aparelho costuma ser indicado A principal indicação ocorre quando a umidade relativa do ar está baixa. Em geral, ambientes com umidade abaixo de 50% podem causar maior desconforto respiratório, principalmente para crianças com rinite, sinusite, asma, bronquite ou tendência a alergias. Nessas condições, o ar seco favorece o ressecamento do nariz e da garganta, o que pode agravar sintomas já existentes. O uso também pode ser útil em quartos onde o ar-condicionado permanece ligado por muitas horas. Embora o aparelho ajude no controle da temperatura, ele tende a deixar o ar mais seco. Durante a noite, isso pode contribuir para tosse, nariz entupido, sono interrompido e sensação de garganta irritada ao acordar. “Quando a criança dorme mal, respira com dificuldade ou acorda muito congestionada, isso pode interferir no humor, na disposição e na participação nas atividades do dia seguinte”, afirma Juliana Figallo, coordenadora de educação infantil do Centro Educacional Pereira Rocha, de São Gonçalo (RJ). Ar seco interfere no sono e na rotina A baixa umidade não causa apenas incômodo passageiro. Em crianças, pode afetar o descanso, a alimentação, a concentração e o rendimento nas atividades escolares. Nariz entupido, tosse persistente e irritação na garganta prejudicam o sono e podem deixar a criança mais cansada durante o dia. Outro problema comum é o sangramento nasal. Quando as mucosas ficam muito ressecadas, pequenos vasos do nariz podem se romper com mais facilidade. A criança também pode coçar mais os olhos, respirar pela boca ou apresentar piora em quadros alérgicos. Nesses casos, o umidificador de ar pode ajudar a manter as vias respiratórias mais hidratadas. Ainda assim, é importante observar a origem dos sintomas. Se tosse, febre, chiado no peito, falta de ar ou secreção persistente aparecerem, a orientação médica deve ser priorizada. Tipos de umidificador e cuidados na escolha Existem diferentes modelos de umidificador de ar. Os ultrassônicos são comuns por funcionarem com pouca emissão de ruído e produzirem uma névoa fina. Os evaporativos usam ventilação interna para espalhar ar úmido. Já os vaporizadores aquecem a água e liberam vapor quente. Em ambientes com crianças pequenas, os modelos de vapor frio costumam ser mais seguros, porque não oferecem risco de queimadura. Os aparelhos de vapor quente exigem atenção redobrada, pois aquecem a água e podem causar acidentes se forem manuseados ou derrubados. Independentemente do modelo, o equipamento deve ficar fora do alcance das crianças, em superfície firme, longe de tomadas, fios expostos, eletrônicos, berços e camas. Também é importante evitar que a névoa seja direcionada diretamente para o rosto da criança ou para paredes, cortinas e móveis, porque a umidade concentrada em um ponto pode favorecer mofo. Tempo de uso não deve ser excessivo Um erro comum é deixar o umidificador ligado durante toda a noite. O uso prolongado pode elevar demais a umidade do ambiente. Quando isso acontece, há maior risco de proliferação de fungos, mofo e ácaros, que estão entre os principais fatores associados a alergias respiratórias. Como regra de segurança, o aparelho deve ser usado por períodos limitados, de acordo com a necessidade do ambiente e as orientações do fabricante. Em muitos casos, algumas horas são suficientes para melhorar a sensação de ressecamento. O ideal é observar a umidade do ar com auxílio de um higrômetro, aparelho simples que mede o índice de umidade no local. A ventilação também precisa ser considerada. Ambientes sempre fechados, mesmo com umidificador, podem acumular poeira, cheiros, ácaros e partículas irritantes. Abrir janelas em horários adequados, manter cortinas e roupas de cama limpas e evitar excesso de objetos que acumulam poeira são medidas complementares. Limpeza é parte essencial do uso seguro A higienização do umidificador de ar deve ser feita com regularidade. Quando o reservatório fica sujo, a névoa pode espalhar partículas, fungos ou bactérias no ambiente. Isso aumenta o risco de irritações e pode piorar sintomas respiratórios, especialmente em crianças alérgicas. O reservatório deve ser esvaziado, lavado e seco conforme a orientação do fabricante. A água parada não deve ser reaproveitada. Também é recomendável limpar o aparelho antes de usá-lo novamente após períodos guardado. “O umidificador pode ajudar em dias secos, mas precisa ser usado com cuidado. Limpeza, tempo adequado de funcionamento e observação dos sintomas da criança fazem diferença”, explica Juliana Figallo. Além do aparelho, outras medidas ajudam a reduzir desconfortos causados pelo ar seco. Oferecer água ao longo do dia, usar soro fisiológico no nariz quando indicado, manter a casa limpa e evitar fumaça, poeira e cheiros fortes são cuidados importantes. O uso do umidificador de ar deve ser avaliado conforme o clima, a umidade do ambiente e a resposta da criança. Quando há sintomas frequentes, crises respiratórias ou piora durante a noite, a família deve buscar orientação profissional para identificar a causa e definir os cuidados mais adequados. Para saber mais sobre umidificador de ar, visite https://www.santacasamaringa.com.br/noticia/248/umidificador-de-ar-e-seus-beneficios-para-asaude e https://g1.globo.com/saude/noticia/2023/09/20/onda-de-calor-umidificador-ameniza-efeitos-do-tempo-seco-mas-uso-exige-cautela.ghtml
22 de abril, 2026